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TRATAMENTO DA COLUNA
julho 21, 2010, 7:49 pm
Arquivado em: Saúde e bem-estar


ESCOLIOSE

Qual o tratamento da escoliose?
O tratamento depende de cada caso, nos casos
em que o desvio é menor, costuma-se indicar exercícios posturais, nos
desvios maiores pode ser necessário o uso de coletes, ou mesmo cirurgia.

Os exercícios podem curar a escoliose?
Não, a escoliose é uma deformidade
anatômica, a única maneira de corrigi-la é por cirurgia. Os exercícios
visam o controle da dor e manutenção do quadro nos casos em que a
deformidade é pequena, e não vale à pena submeter-se a uma cirurgia.

Quando é necessário fazer a cirurgia da
escoliose?

Nos casos de curvaturas muito grandes,
geralmente associadas com doenças neurológicas, a deformidade da coluna
pode comprometer a mobilidade e até a capacidade da pessoa respirar
adequadamente, sendo mandatória a cirurgia. Em alguns casos a curvatura
faz uma descompensação do equilíbrio do corpo, provocando dor crônica e
deformidade progressiva, também sendo necessário operar. Em vários casos
a cirurgia não é obrigatória, mas é feita por trazer um resultado
estético e funcional melhor que o dos outros tratamentos.

Como é a cirurgia da escoliose?
Existem vários tipos de cirurgias, com
abordagens cirúrgica pelas costas ou por dentro do tórax ou abdome, ou
mesmo combinando todas as técnicas, mas, basicamente, a cirurgia
consiste em colocar uma ou mais hastes metálicas que restituem o
alinhamento e fixam a coluna, reduzindo a deformidade.

Qual o resultado da cirurgia para
escoliose?

Como em todas as cirurgias, o resultado
varia a cada caso, e quanto mais grave o caso mais difícil o resultado
ideal. Em alguns casos há normalização do alinhamento da coluna, na
maioria dos casos há melhora, que via de regra é grande, mas sem
correção completa.

DOR CIÁTICA

O que é ciático? E dor ciática?
Ciático é o nome do principal nervo do
membro inferior. Esse nervo forma-se da união de várias raízes nervosas
que saem da coluna. Ele começa mais ou menos na altura da nádega e se
distribui por todo o membro inferior. A dor provocada por problemas no
nervo ou nas raízes nervosas da região lombar, que são as que formam o
nervo, é conhecida como dor ciática ou ciatalgia. Uma das causas mais
comuns de dor ciática é a hérnia de disco lombar.

Toda a dor na perna é uma dor ciática?
Não, o termo dor ciática aplica-se apenas
àquelas dores provocadas por problemas no nervo ou suas raízes. Existem
vários outros tipos dor na perna, e mesmo várias doenças que podem
provocar dores parecidas com a dor ciática, chamadas falsas ciáticas ou
pseudo-ciáticas.

HÉRNIA DE DISCO
LOMBAR

Por que a hérnia de disco provoca dor na
perna?

O disco está colocado na coluna exatamente
na frente das raízes nervosas que saem para distribuir-se nas pernas ou
braços, e quase sempre que o núcleo ‘escapa’ do disco ele se dirige para
trás, provocando uma compressão sobre a raiz nervosa correspondente.
Quando a hérnia está na região lombar, ela afeta as raízes que vão para
as pernas. Essa lesão da raiz nervosa que se dirige à perna é a
responsável pelo sintoma de dor.

Qual é a causa da hérnia de disco?
A hérnia é resultado de um desgaste do
disco, e esse desgaste está relacionado a vários fatores, como estrutura
genética do indivíduo, atividade física, peso, tipo de trabalho, etc..
Não existe hérnia causada apenas por um fator isolado, mesmo nos casos
em que a hérnia se manifesta depois de um acidente ou esforço, costumam
existir outros fatores que contribuíram anteriormente para o problema.

Qual o tratamento da hérnia de disco?
Na maioria dos casos o tratamento é
conservador, não cirúrgico, consistindo de fisioterapia e medicação para
a dor e inflamação do nervo, seguidos de programas de exercícios. A
cirurgia é reservada para os casos em que o tratamento conservador não
surte o efeito desejado, ou em que o nervo está muito lesado e necessita
ser descomprimido com urgência.

Quais os exercícios certos para fazer em
casos de Hérnia de disco?

Não existe uma fórmula, os exercícios devem
ser prescritos para cada caso, por um profissional capacitado para
julgar as necessidades e capacidades de cada paciente. Há vários tipos
de exercícios para todos os gostos, mas, via de regra, todos visam
alongar os músculos e ligamentos, aumentar o movimento das articulações,
e reforçar a musculatura das costas e da barriga.

Como é a cirurgia da Hérnia de disco?
Embora a idéia básica seja descomprimir a
raiz nervosa comprimida pela hérnia, hoje em dia existem vários tipos de
cirurgia para este fim, indo desde os tratamentos
percutâneos
, sem cortes e sem hospitalização, até as cirurgias
maiores, com fixação da coluna e colocação de implantes metálicos,
chamadas artrodeses.
Ainda, mais modernamente, surgiram as técnicas de artroplastia,
em que o disco é reconstruído com próteses que mantém a movimentação da
coluna, e fixação
dinâmica
, em que são implantados dispositivos para aliviar as
cargas sobre o disco. A indicação do tipo específico de cirurgia
dependerá do caso de cada paciente, sendo julgados vários fatores para
se tomar essa decisão. O procedimento cirúrgico mais comum é a microcirurgia
para hérnia discal
, em que é feita apenas a retirada da hérnia,
através de uma pequena incisão nas costas, usando-se o microscópio
cirúrgico. Nos últimos tempos temos substituído o microscópio pela
aparelhagem de vídeo, realizando a microcirurgia
vídeo-endoscópica
, que permite o uso de incisões ainda menores e
recuperação pós-operatória mais rápida.

VEJA
AS TÉCNICAS CIRÚRGICAS PARA TRATAMENTO DA HÉRNIA DE DISCO

HÉRNIA DISCAL CERVICAL

Por que a hérnia de disco provoca dor no
braço?

O disco está colocado na coluna exatamente
na frente das raízes nervosas que saem para distribuir-se nas pernas ou
braços. Quando o núcleo ‘escapa’ de dentro do disco ele se dirige para
trás, provocando uma compressão sobre a raiz nervosa correspondente.
Quando a hérnia está na região cervical (pescoço), ela afeta as raízes
que vão para os braços. Essa lesão da raiz nervosa que se dirige ao
braço é a responsável pelo sintoma de dor.

Uma hérnia de disco cervical pode provocar
paralisia?

Sim, como na região cervical o disco está
próximo de medula espinhal, por onde transitam os estímulos de
sensibilidade e motricidade para todo o corpo, pode acontecer de uma
hérnia lesionar a medula e provocar uma paralisia, chamada mielopatia.
Porém, é muito raro que esta seja um sintoma agudo. Via de regra, quando
isto ocorre, existe tempo suficiente para que o problema seja
diagnosticado e tratado. Se houver falta de força ou sensibilidade nos
braços ou pernas, dificuldade para caminhar, ou rigidez dos movimentos,
você deve procurar um médico o quanto antes.

Qual é a causa da hérnia de disco cervical?
A hérnia é resultado de um desgaste do
disco, e esse desgaste está relacionado a vários fatores, como estrutura
genética do indivíduo, atividade física, peso, tipo de trabalho, etc..
Não existe hérnia causada apenas por um fator isolado, mesmo nos casos
em que a hérnia se manifesta depois de um acidente ou esforço, costumam
existir outros fatores que contribuíram anteriormente para o problema.

Qual o tratamento da hérnia de disco
cervical?

Na maioria dos casos o tratamento é
conservador, não cirúrgico, consistindo de fisioterapia e medicação para
a dor e inflamação do nervo, seguidos de programas de exercícios. A
cirurgia é reservada para os casos de mielopatia, e para os casos em que
o tratamento conservador não surte o efeito desejado, ou em que o nervo
está muito lesado.

Quais os exercícios certos para fazer em
casos de Hérnia de disco?

Não existe uma fórmula, os exercícios devem
ser prescritos para cada caso, por um profissional capacitado para
julgar as necessidades e capacidades de cada paciente. Há vários tipos
de exercícios para todos os gostos, mas, via de regra, todos visam
alongar os músculos e ligamentos, aumentar o movimento das articulações e
reforçar a musculatura.

Como é a cirurgia da hérnia de disco
cervical?

Existe mais de um tipo de cirurgia para este
fim, inclusive com abordagens cirúrgicas anteriores (pela frente do
pescoço) ou posteriores (por trás). Em casos selecionados, técnicas
percutâneas
, como a nucleoplastia,
sem cortes e sem hospitalização, também podem ser utilizados. A técnica
cirúrgica mais comum é a retirada do disco por via anterior, associada
com artrodese
cervical
. Mais modernamente tem se usado a artroplastia
cervical
, onde que o disco é reconstruído com próteses que mantém a
movimentação da coluna. A indicação do tipo específico de cirurgia
dependerá do caso de cada paciente, sendo julgados vários fatores para
se tomar essa decisão.

OSTEOPOROSE

Quais os fatores de risco para desenvolver
osteoporose?

Ser do sexo feminino é um fator de risco
muito importante, uma em cada 3 mulheres desenvolve osteoporose no
período pós-menopausa, enquanto nos homens acima de 60 anos, apenas um
em cada seis a desenvolve. Estima-se que as mulheres percam até 20% da
massa óssea 5 anos após a menopausa. A incidência da osteoporose também
aumenta com a idade, e é maior em pessoas de constituição física
delicada, nas raças branca e amarela, e em pessoas que tem história da
doença na família.

O que se pode fazer para evitar a
osteoporose?

Evitar o baixo peso, as dietas pobres em
cálcio, e o excesso de fibras e proteínas na alimentação. As terapias de
reposição hormonal podem auxiliar, aumentando os índices de estrógeno
nas mulheres e testosterona nos homens, e o sedentarismo deve ser
evitado.

Com que freqüência ocorrem fraturas na
osteoporose?

Um terço das mulheres com 60 anos apresenta
fratura de vértebras. Destas, 20% são casos graves, que falecem alguns
meses após a fratura.

Qual o tratamento da osteoporose?
Não basta tomar cálcio, pois a alteração do
metabolismo que causa a osteoporose faz com que o cálcio seja eliminado,
sem transformar-se em tecido ósseo. A reposição de cálcio deve ser
acompanhada de outras medicações, como a vitamina D, alendronato, ou
reposição de hormônios como estrogênio ou calcitonina. O exercício
também é muito importante, principalmente ao ar livre.

Quando está indicada a vertebroplastia?
A vertebroplastia está indicada nos casos em
que existe dor significativa ou incapacitante por fratura osteoporótica
da coluna, sem melhora após um período de algumas semanas de tratamento
clínico. Geralmente estes pacientes tem dificuldade grande de
movimentação, com restrição ao leito e risco de escaras e infecções. A
vertebroplastia pode reverter este quadro, trazendo melhora quase
imediata, nos casos em que é bem indicada.

Quando está indicada a cifoplastia?
As indicações são praticamente as mesmas da
vertebroplastia. A diferença da cifoplastia é que esta faz uso de um
sistema mais complexo de colocação do cimento dentro da vértebra, que
permite uma injeção mais segura e planejada, como também um certo grau
de correção da fratura. Como o custo da cifoplastia é bem maior, na
prática o procedimento tem sido reservado para fraturas mais graves ou
procedimentos de maior risco.

DEGENERAÇÃO DA COLUNA

O laudo de minha ressonância magnética fala
em degeneração da coluna. O quanto devo me preocupar com isso?

Apenas pelo laudo, você deve se preocupar
pouco. O aparecimento de degeneração no exame só prova que você não é
mais criança. A degeneração é um processo normal da maturidade, tanto
quanto ter cabelos brancos ou rugas no rosto. O que interessa é a
quantidade de sintomas que você está apresentando. Se forem dores
ocasionais, não muito intensas, que incomodam um pouco, mas permitem que
você leve sua vida de forma habitual, você é normal. Pergunte a seus
amigos, e você verá que a maioria apresenta algumas dores nas costas.
Porém, se você vem tendo dores incapacitantes, que estão interferindo
muito em sua qualidade de vida, pode ser que exista um quadro
degenerativo mais importante, que deve ser tratado.

Qual a causa dessa degeneração? Foi devida a
esforço?

Ao contrário do que as pessoas costumam
imaginar, atualmente está bem demonstrado que o grau de degeneração da
coluna de cada indivíduo está mais relacionado com sua genética, do que
com o tipo de esforço que ele realiza. Os esforços repetitivos e as
cargas elevadas tem seu papel, mas este é menos importante do que se
imagina. Outro dado interessante é que alguns hábitos e posturas comuns
em trabalhos sedentários, como as funções de escritório, podem provocar
mais danos que muitos tipos de tarefas braçais.

Essa degeneração é progressiva? Até onde
pode evoluir?

Como se relaciona ao envelhecimento, o grau
de degeneração tende a aumentar com a idade, mas isso não quer dizer que
os sintomas aumentem. Na maioria dos casos o processo degenerativo
normal não apresenta pioras importantes. A fantasia de que a degeneração
deva aumentar até o ponto em que a pessoa possa perder os movimentos,
não é verdadeira. Apenas alguns tipos de degeneração sintomática podem
ser progressivos, e devem ser tratados antes de provocar sintomas mais
graves.

O que fazer para parar com a degeneração?
Devo abandonar as atividades físicas?

A atividade física não costuma piorar a
degeneração, muito pelo contrário. Embora o exercício possa provocar
algum desconforto, ele leva ao fortalecimento dos músculos e ossos,
ajudando a manter o funcionamento das articulações. Parar com as
atividades físicas é, via de regra, o pior a fazer. O que se recomenda é
que a pessoa adeqüe o exercício a suas capacidades.

A degeneração pode ser revertida? Existe
algum tratamento que possa renovar as estruturas desgastadas?

A degeneração é um tipo de envelhecimento.
Como o tempo não volta atrás, a degeneração, em sí, não é reversível.
Existem algumas pesquisas em engenharia genética que podem levar a um
tratamento que estabilize ou reverta o envelhecimento da coluna, mas são
pesquisas iniciais, ainda sem aplicação prática prevista. O fato da
degeneração em sí não ser reversível não quer dizer que os sintomas
dolorosos não sejam reversíveis, a dor e o comprometimento neurológico
podem ser reduzidos ou eliminados com os tratamentos disponíveis hoje em
dia!

ESPONDILOLISTESE

Na espondilolistese a coluna fica solta,
com as vértebras deslizando?

Na verdade este deslizamento ocorre de forma
muito lenta e, muitas vezes, está estacionado, não sendo progressivo. A
instabilidade que existe é crônica, não existe risco da coluna se
‘desmontar’ de uma hora para outra.

Qual a causa da espondilolistese?
A espondilolistese degenerativa ocorre em
adultos e idosos, pois é provocada pelo desgaste das articulações
facetárias
, como parte do quadro de degeneração
da coluna
.

A espondilolistese ístmica ocorre por um defeito
das articulações facetárias, que pode ser de natureza congênita ou
devido a lesões ocorridas na infância. Como pode ser por uma má-formação
congênita, a espondilolistese ístmica é comum na infância e
adolescência.

Quais os sintomas da espondilolistese?
As deformidades visíveis acontecem só nos
casos em que o deslizamento da vértebra é muito grande. Via de regra os
maiores sintomas são dor lombar crônica e dor ciática, mas é comum uma
pessoa ser portadora deste tipo de deformidade sem apresentar nenhum
sintoma.

Qual o tratamento da espondilolistese?
O tratamento inicial visa o controle da dor e
consiste em medicação, exercícios e fisioterapia. Como em todas as
deformidades, a única maneira do problema ser corrigido é a cirurgia,
que se reserva para os casos mais graves e para aqueles que os outros
tratamentos não funcionam.

Como é a cirurgia da espondilolistese?
Na cirurgia a vértebra que desliza deve ser
fixada e, se estiverem apertados, os nervos devem ser liberados. A
fixação costuma ser feita com a colocação de implantes metálicos de
titânio (parafusos). Na maioria dos casos não é necessário trazer a
vértebra de volta para o lugar, apenas fixá-la de modo a impedir que
siga se movendo.

HIPERIDROSE

Qual a causa da hiperidrose?
A causa primária não é conhecida. A
transpiração é essencial para a manutenção da temperatura e equilíbrio
dos fluidos do corpo, nos indivíduos com hiperidrose sabe-se apenas que
há uma hiperestimulação das glândulas sudoríparas pelo componente
simpático do sistema nervoso autônomo.

Como é a cirurgia da hiperidrose? E o
pós-operatório?

A cirurgia é feita por vídeo-toracoscopia,
sob anestesia geral. São feitos dois ou três pequenos cortes orifícios
no tórax, para colocação dos portais de entrada da câmera e dos
instrumentos. Os nervos do sistema simpático são identificados, e os
ramos nervosos selecionados são cortados e retirados, assim a atividade
simpática exagerada é eliminada. No pós-operatório não se utilizam
drenos no tórax, não costuma haver dor significativa, e a permanência no
hospital dificilmente é maior que 24 horas. Em quase metade dos
pacientes ocorre uma sudorese compensatória temporária nas costas e no
abdome, mas isso costuma ser bem tolerado pelo paciente, e, na maioria
dos casos, se resolve em 6 meses.

Há riscos na cirurgia?
Todo tipo de cirurgia apresenta seus riscos,
como sangramentos ou infecção, mas esta é uma cirurgia com níveis de
risco bastante baixos. A técnica de vídeo-toracoscopia praticamente
terminou com os riscos de lesão de outras estruturas nervosas,
relativamente comum nas cirurgias abertas, tradicionais.

Como são os resultados? A cirurgia deixa
cicatrizes?

Os resultados costumam ser imediatos após a
cirurgia, sendo excelentes em 95% dos casos de hiperidrose das mãos, e
70% dos casos de hiperidrose das plantas dos pés. Do ponto de vista
estético, as cicatrizes são bastante discretas, e colocadas em locais
mais difíceis de chamar a atenção.

ARTRODESE DE COLUNA

Por que fazer uma fusão das vértebras? O
correto não é que elas se movimentem?

Para entender como uma fusão pode funcionar é
importante que se entenda os mecanismos que provocam a dor. Geralmente a
dor se origina de níveis da coluna onde há um deslizamento entre
vértebras, ou as articulações e discos estão desgastados. Isso causa
irritação de terminações nervosas ao redor do disco, osso ou
articulações e, em certas ocasiões, compressão crônica de raízes
nervosas importantes. A eliminação do movimento nesses níveis tem por
objetivo diminuir a irritação dessas estruturas, reduzindo a dor. A
perda de movimento é uma conseqüência do tratamento, que é aceita por
ser muito menos incapacitante do que a dor. De fato, como o movimento da
coluna como um todo é feito pela soma de poucos graus de movimento em
cada nível, a maioria dos pacientes não chega a ser incomodado pela
perda de mobilidade em um ou dois níveis.

Como funciona a cirurgia de artrodese?
O objetivo da cirurgia é criar uma ponte de
osso sólido entre as vértebras operadas. Para isso, coloca-se um enxerto
de osso em contato com as vértebras preparadas, esperando que este
enxerto cresça, se consolide, e forme a ponte óssea. Geralmente o
enxerto é retirado da bacia do paciente, no mesmo ato cirúrgico da
artrodese. Atualmente, na maioria dos casos utiliza-se implantes
metálicos ou plásticos para assegurar a fixação das vértebras, pois isso
proporciona imobilidade imediata no pós-operatório, mesmo antes da
ponte óssea ser formada, trazendo eliminação mais rápida dos sintomas e
aumentando os índices de sucesso da fusão óssea.

Como a cirurgia é feita? Existe mais de uma
técnica?

Existem várias técnicas e várias abordagens
cirúrgicas. Uma artrodese pode ser realizada por uma incisão cirúrgica
nas costas, na barriga, ou até em ambas. Na maioria dos casos são usados
implantes metálicos para ajudar na fixação. Em certos casos, pode-se
lançar mão de recursos de cirurgia
minimamente invasiva
, ou outras técnicas alternativas. Como há
várias opções possíveis, a decisão sobre a técnica específica a ser
empregada em cada caso depende das particularidades de cada paciente e
das preferências e experiência do cirurgião.

Como é o pós-operatório?
O pós-operatório depende da técnica
utilizada, mas, como regra geral, as cirurgias de artrodese costumam
doer e restringir o paciente ao leito pelo menos por um ou dois dias. A
recuperação de uma artrodese é lenta, pois a fusão óssea completa é um
processo que leva meses para ocorrer, por isso, é bom ter em mente que
os resultados positivos podem demorar para aparecer. Uma artrodese é uma
cirurgia que demanda entendimento e compromisso do médico e do paciente
com um longo processo de recuperação. Melhoras de 100% são raras, mas a
maioria dos pacientes pode esperar uma redução grande e duradoura nos
sintomas dolorosos.

Quais os riscos da cirurgia?
Atualmente a artrodese é um procedimento
comum e corriqueiro, com riscos similares ao de outras cirurgias. A
possibilidade de lesão de estruturas nervosas existe, mas é raro que
isso venha a acontecer. O sucesso da cirurgia está condicionado à
ocorrência de uma fusão óssea verdadeira nos meses que seguem ao
procedimento, e os índices de fusão são menores nos fumantes, obesos,
diabéticos, portadores de osteoporose, e nos pacientes portadores de
alguma doença grave, ou que já tenham feito radioterapia. Como em
qualquer procedimento médico, não existe 100% de garantia de resultados,
e os riscos devem ser discutidos com o médico antes da operação.

Há como tratar esses problemas sem perder o
movimento da coluna?

Para alguns casos em que se realizaria uma
artrodese, hoje existe a alternativa da artroplastia
de coluna
, um tipo de cirurgia em que é feita a reconstrução das
estruturas da coluna com materiais que permitem a manutenção do
movimento.

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